De 21 a 27 de março,
Festival de Animação de Lisboa
http://www.monstrafestival.com
sexta-feira, 18 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Z O O M
Em pleno sucesso há mais de 15 anos, o programa Zoom, da Tv Cultura, é tirado do ar pela atual presidência da emissora.
Café-Grafis - Pode falar um pouco de sua formação em televisão ?
Daniela Branzini - Comecei minha carreira dirigindo um programa eleitoral para Rádio e TV em 1982 no Mato Grosso do Sul e com pé direito, o candidato foi eleito! De volta a Sâo Paulo fui trabalhar na TV Cultura produzindo a parte ao vivo do programa Revistinha, escolhido como melhor programa infantil em 1988 e 1989. Em 1990 mudei para Milão,na Itália. Fiz um curso de direção cinematográfica e coordenei a produção de 60 documentários, rodados na Itália , França, Inglaterra, patrocinados pela Sony e que foram exibidos em três emissoras italianas. Voltei ao Brasil e desde então trabalhei na TV Cultura, no Zoom.
Café-Grafis - Quando iniciou a exibição do programa Zoom ?
Daniela Branzini - O Zoom foi ao ar pela primeira vez em novembro de 1995 e foi criado para atender uma demanda de exibição de médias-metragens que eram enviados para tv e que não tinham uma janela de exibição. Ao longo desses 15 anos de existência o programa foi alterando o seu formato, passou a exibir vídeo,video-arte, animação, documentários e ficções. Depois sofreu nova reformulação e passamos a produzir entrevistas e cobrir festivais nacionais e internacionais.
Café-Grafis - Qual a sua função no programa ?
Daniela Branzini - Era a diretora e roteirista do Zoom.
Café-Grafis - Vocês tem um retorno de como o programa era avaliado pelo público ?
Daniela Branzini - O Programa tinha um retorno significativo de audiência dentro dos padrões da TV Cultura. Por anos universidades do país solicitavam cópias do Zoom para discussão em sala de aula e para manter em seu acervo. Outra demonstração do público sempre foi o envio de uma grande quantidade de curtas para exibição, além da comunicação direta por carta e e-mail. Quando o programa criou o concurso para apresentador, recebemos um número enorme de vídeos, que surpreendeu até a direção da emissora na época.
Café-Grafis - E pelos cineastas ?
Daniela Branzini - O Zoom foi por muitos anos a única janela na TV aberta para a exibição da produção de curtas no país,que num certo período foi a única produção cinematográfica que tivemos! Todos passaram em algum momento pelo Zoom, ou com o seu vídeo, ou curta ou para falar da experiência do primeiro longa. Nas comemorações dos 10 anos e dos 15 anos do programas ouvimos verdadeiras declarações de amor ao Zoom.
Café-Grafis - Como era a participação dos filmes de animação no programa ?
Daniela Branzini - Sempre foi significativa e foi aumentando de acordo com o aumento da produção nesses últimos anos. Sem falar no fato de que é um gênero que agrada muito ao público!
Café-Grafis - E dos animadores ?
Daniela Branzini - Uma das características do programa era provocar a interação com os realizadores convidando a participar da elaboração do Zoom com as videocrônicas. Muitos animadores prepararam matérias para nós.Você que vem acompanhando o desenvolvimento do cinema de animação durante esses anos,
Café-Grafis - Você que vem acompanhando o desenvolvimento do cinema de animação durante esses anos, como vê a evolução dessa arte no Brasil ?
Daniela Branzini - É indiscutível o crescimento do volume de produção, que se beneficiou da tecnologia digital, mas também da melhora na qualidade desta produção, que geralmente tem no humor um ingrediente especial. Mas acho que falta desenvolver uma escala industrial para a produção de séries de animação voltadas especificamente para TV.
Café-Grafis - Na sua opinião, como pode se dar a exibição de animações na televisão ?
Daniela Branzini - Acho que as séries, tanto para um público infantil como adulto, são o caminho mais viável para compor uma grade de exibição e também sob o ponto de vista de faturamento.
Café-Grafis - Qual o motivo de o programa Zoom sair do ar na Tv Cultura ?
Daniela Branzini - Essa é uma pergunta que precisa ser respondida pelo atual presidente.
Mas se você pensar que a atual gestão investiu numa grade de documentários sob a tutela do É Tudo verdade, numa faixa de segunda a sexta e na exibição dos filmes da Mostra Internacional, duas vezes por semana... não dá para entender a decisão de tirar do ar o único programa da casa que poderia interligar essa programação, uma vez que o público do Zoom sempre teve um perfil cinéfilo e portanto o programa deveria ser utilizado como um grande divulgador desta "nova" programação da casa. Só dá para pensar que é mesmo uma estratégia de um economista e não de um profissional de comunicação!
Daniela Branzini - Essa é uma pergunta que precisa ser respondida pelo atual presidente.
Mas se você pensar que a atual gestão investiu numa grade de documentários sob a tutela do É Tudo verdade, numa faixa de segunda a sexta e na exibição dos filmes da Mostra Internacional, duas vezes por semana... não dá para entender a decisão de tirar do ar o único programa da casa que poderia interligar essa programação, uma vez que o público do Zoom sempre teve um perfil cinéfilo e portanto o programa deveria ser utilizado como um grande divulgador desta "nova" programação da casa. Só dá para pensar que é mesmo uma estratégia de um economista e não de um profissional de comunicação!
Café-Grafis - Tem possibilidade de ir para outra emissora ?
Daniela Branzini - Não acredito.
Café-Grafis - Sabe se será substituído por outro programa que trate do assunto cinema ?
Daniela Branzini -Não acredito. A solução que tiveram,talvez em função da desaprovação que o término deste programa gerou, foi colocar a vinheta do Zoom antes das matérias dedicadas ao cinema no Metrópolis.
Daniela Branzini -Não acredito. A solução que tiveram,talvez em função da desaprovação que o término deste programa gerou, foi colocar a vinheta do Zoom antes das matérias dedicadas ao cinema no Metrópolis.
Café-Grafis - Em que projetos você está envolvida atualmente ?
Daniela Branzini - Me convidaram para fazer a curadoria de um grande projeto que pretende unir arte e futebol, um desafio que me instigou bastante e comprei a idéia na hora. Também estou trabalhando na criação de uma programação de webtv para um site especializado em cinema. Tenho vontade de me dedicar também a realização de um documentário, mas ainda não encontrei o tema.
Mas como adoro a adrenalina da televisão, não descarto essa possibilidade..
Café-Grafis - Pode citar um filme de animação de sua preferência ?
Daniela Branzini - Essa pergunta é muito difícil, mas diria que utimamente o César Cabral tem me surpreendido. Adoro o Dossiê Rê Bordosa, mas o trabalho de iluminação de Tempestade me arrebatou, adorei!
terça-feira, 8 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
CHIQUINHO - A IMPORTÂNCIA DOS FESTIVAIS
Francisco César Filho é cineasta e curador. Chiquinho também preside o Fórum dos Festivais, instituição que certifica e organiza os festivais brasileiros. Esse cara, além de realizar seus filmes (está finalizando seu primeiro longa-metragem, "Augustas"), se preocupa em criar espaços inéditos para difusão de filmes (está por trás do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo e da Mostra do Audiovisual Paulista, entre outros).
A fonte dessa energia toda seriam os cafés que você toma pela Augusta ?
Atualmente diminui muito a ingestão de cafeína e outros estimulantes, mas a vibração da metrópole paulistana continua sendo combustível fundamental a alimentar minha energia.
Fale um pouco de seu histórico como cineasta e como fomentador da atividade audiovisual.
Quando comecei a cursar cinema na ECA/USP, imediatamente reativei o cineclube da escola e lá montei minha primeira mostra de cinema. Ao finalizar meu primeiro curta-metragem como diretor ("Poema: Cidade", co-dirigido por Tata Amaral), percebi que sem espaços para o formato curto, não podia exibir o filme - e parti para a criação de festivais. Sem um não há o outro, entende?
O que é o Fórum dos Festivais ?
Uma associação que reúne organizadores de festivais no Brasil e festivais de cinema brasileiro no exterior. Criada há uma década, a entidade congrega hoje 65 associados e reflete bem a importância crescente desse segmento na indústria audiovisual do país.
O que um festival precisa para ser reconhecido pelo Fórum e participar do Guia?
Para participar do Fórum plenamente, há a necessidade de já ter três edições realizadas - mas, antes disso, pode participar como ouvinte. Já para o Guia de Festivais, é necessário contatar a Kinoforum: guia@kinoforum.org.
Qual o principal benefício para um filme em participar de festivais?
Além de possuir um público interessado - normalmente incluindo críticos, cineastas e outros formadores de opinião -, os festivais desfrutam de grande espaço na mídia, o que garante repercussão para as obras que exibe. E não podemos esquecer: todos os formatos de imagem que o circuito de salas comerciais não contempla, como curtas em geral e longas mais empenhados artisticamente, têm nas telas dos festivais sua vitrine privilegiada.
Quantos festivais há no Brasil ?
Estimamos para o final de 2010 a marca de 220 festivais, nas mais variadas latitudes e longitudes de país.
Qual a estimativa de público dos festivais ?
Um levantamento feito pelo Fórum dos Festivais, referente a 2006, apontava mais de dois milhões de espectadores.
No passado (até os anos 1990) havia festivais apenas em algumas capitais e em outras poucas cidades e o seu público era basicamente formado por cinéfilos, atualmente há um grande número de festivais pelo Brasil todo e todos atingem grande público. A que você atribui essa evolução ?
Por um lado, o circuito comercial de exibição afunilou muito o tipo de cinema que entra em cartaz, praticamente obras de grande espetáculo. O espectador ficou meio órfão e descobriu nos festivais a possibilidade de ter contato com cinematografias, gêneros, temáticas e formatos que o interessam. E é bom lembrar que o circuito de salas comerciais atende somente 8% dos municípios brasileiros. Assim, para o apreciador das muitas possibilidades que a arte cinematográfica oferece, festivais tendem a ser mais ricos que a sala convencional.
Por outro lado, os organizadores de festivais e mostras se profissionalizaram, encarando a atividade como de promoção de evento. Essa profissionalização cerca de cuidados sua infra-estrutura, sua oferta de conteúdo e sua promoção. O resultado é o sucesso!
Qual você acha que é o papel dos governos (municipais , estaduais e federal) na produção e exibição dos filmes?
A discussão é ampla, mas podemos sintetizar da seguinte maneira: a expressão audiovisual é a que mais adequadamente reflete a civilização contemporânea, portanto ela é estratégica para qualquer nação do mundo. Assim, a responsabilidade das administrações públicas é - ou deveria ser - muito grande.
Como você vê a participação de filmes de animação nos festivais ?
Animação tornou-se um fenômeno no Brasil. Há década e meia quase nem era praticada. Hoje, além de uma produção anual que deve estar por volta de um milhar de obras, profissionalizou-se em um grau impressionante, sendo exibida internacionalmente com sucesso. Nos festivais, os filmes de animação sempre agradam ao público.
Pelos festivais que você acompanha, você percebe um crescimento no número de filmes de animação ?
A que você atribui esse crescimento ?
O crescimento da produção animada é fato, basta acompanhar as inscrições do festival Anima Mundi, o principal evento do gênero. A proliferação dos equipamentos digitais é o principal responsável, sem dúvida.
Como está a produção no interior Paulista ?
O interior de São Paulo vive um novo tempo audiovisual. A produção se expande por diversas cidades e os resultados são inegáveis. Um exemplo é o Núcleo de Animação de Campinas, com seus 35 anos de existência e seu imenso acervo. Outro exemplo poderia ser a Rocambole Filmes, produtora baseada em São Carlos, ativa desde o início dos anos 2000 e responsável por obras como o curta de animação “A Traça Teca”.
Também empresas recentes estão obtendo reconhecimento internacional, como a santista LightStar, envolvida nas realizações internacionais “Asterix e os Vikings” e o indicado ao Oscar “Brendan e o Segredo de Kells” e responsável, ao lado da Radar/Mixer (São Paulo) e da Cité-Amerique (Canadá), pela série infantil “Escola Pra Cachorro”.
Você acha que existe uma cara do audiovisual Paulista ?
Curadores internacionais costumam destacar a produção brasileira por ter tantas caras que esta seria sua principal característica. Mas com um pouco de esforço é possível ir além desse clichê. O posicionamento das obras aqui produzidas, que refletem em sua grande maioria aspectos da nossa sociedade, é um exemplo.
Você pode citar um filme de animação de sua preferência ?
É frustrante apontar um só, diante da quantidade e qualidade. Um marco histórico, e que funciona junto ao público até hoje, é "Meow", do carioca Marcos Magalhães, curta vencedor do prêmio especial do júri do Festival de Cannes de 1982 (que pode ser assistido aqui http://migre.me/3V7go).
É frustrante apontar um só, diante da quantidade e qualidade. Um marco histórico, e que funciona junto ao público até hoje, é "Meow", do carioca Marcos Magalhães, curta vencedor do prêmio especial do júri do Festival de Cannes de 1982 (que pode ser assistido aqui http://migre.me/3V7go).
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
ENTREVISTA COM O CINEASTA/ANIMADOR HUMBERTO AVELAR
A MultiRio é uma empresa de multimeios da Prefeitura do Rio de Janeiro vinculada à Secretaria de Educação, mantém um departamento de desenho animado que produz animação voltada para a cidadania. Um dos trabalhos dessa equipe é a série "Juro que vi", que realiza filmes (desenhos animados) sobre lendas do folclore brasileiro, com uma produção do mais alto nível e participação de crianças das escolas públicas no desenvolvimento dos roteiros.
Humberto Avelar dirigiu vários filmes da série "Juro que vi", todos muito premiados, entre eles "Saci" que acaba de ganhar o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, promovido pela Academia Brasileira de Cinema.
Humberto Avelar dirigiu vários filmes da série "Juro que vi", todos muito premiados, entre eles "Saci" que acaba de ganhar o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, promovido pela Academia Brasileira de Cinema.
Confira a entrevista no "Animação Cidadã"
http://animacidadania.blogspot.com/
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
ANIMAÇÃO FEMININA - ADALGISA LUZ
Entrevista com Adalgisa Luz, autora de "Café Paris", postado logo abaixo.
Adalgisa Luz- Sim, adoro café, apesar de já estar precisando passar para o chá verde! Porém, a ênfase no “Café Paris” foram as cafeterias como espaços de socialização ou de recolhimento. A Magnólia percorre algumas, sempre muito pensativa. O “Estação Café” em Porto Alegre nos apoiou e lá tiramos muitas fotos que foram base para cenários.
Café-Grafis- Um dos encantos de "Café Paris" é a solução plástica.
Acho que essa estética é que o diferencia da grande maioria dos filmes de animação, que usam traços e cores quase que padronizados. A sua opção foi, justamente para fugir do comum, ou você desenvolve um trabalho nesse estilo ?
Café-Grafis- Outra qualidade que admiro em "Café Paris" é o monólogo pessoal, feminino. Você teve a intenção de deixar isso marcado ?
Café-Grafis- Que espaço você vê para filmes autorais como os seus ?
Café-Grafis- "Café Paris" no youtube já tem perto de cem mil visualizações.
Que importância você dá a esse canal (youtube) ?
Adalgisa Luz- O “Café” foi finalizado em 35mm, com saída digital para o transfer e outra para vídeo-digital. Eu mandei a lata com a cópia 35mm prontinha, no capricho, para alguns festivais e o filme foi recusado. Um dia, a Cláudia me disse que tinha postado o filme no Youtube. Achei ótimo! Depois de um tempo, ficamos uma semana na página inicial e as visualizações se multiplicaram. Felicidade geral!
Café-Grafis- Como você começou na animação ?
Café-Grafis- Na produção de um filme de animação, qual é a fase que você mais gosta de fazer ?
Adalgisa Luz- Sem dúvida, o roteiro.
Café-Grafis- Como é a sua participação em filmes de outros realizadores ?
Café-Grafis- Como você vê o atual momento da animação brasileira ?
Adalgisa Luz- Acho a animação brasileira inventiva, sempre buscando saídas técnicas e artísticas em meio a dificuldades de produção meio absurdas. Gosto muito de vinhetas e clips. Recentemente, vi o clip da música “Longe”, do Arnaldo Antunes, que mistura técnicas diferentes e ele próprio se mistura à animação como um personagem.
Café-Grafis- A que você atribui a boa produção (qualidade e quantidade) da animação gaúcha (particularmente Porto Alegre) ?
Café-Grafis- Se você tivesse que escolher as obras preferidas de sua filmografia, quais (ou qual) você citaria ?
Adalgisa Luz- Gosto dos trabalhos nos quais participei. Sempre foram oportunidades de estar com pessoas incríveis com as quais aprendi muito.
Café-Grafis- Você pode fazer um breve comentário sobre ele(s) ?
Adalgisa Luz- Coloquei os curtinhas num blog: http://adalgisaluz.blogspot.com/
Ali comento um pouco sobre cada um.
Café-Grafis- Você poderia citar um filme ou cineasta que te influenciou ou influencia (se é que há) ?
domingo, 6 de fevereiro de 2011
FOLIA NA PRANCHETA
Nesse carnaval realizaremos uma oficina de animação.
Produziremos um videoclipe em desenho animado sobre uma marchinha de carnaval.
Para participar basta ter vontade de desenhar e animar.
Mais informações:
mau@lexxa.com.br.
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