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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ENTREVISTA COM O CINEASTA/ANIMADOR HUMBERTO AVELAR

A MultiRio  é uma empresa de multimeios da Prefeitura do Rio de Janeiro vinculada à Secretaria de Educação, mantém um departamento de desenho animado que produz animação voltada para a cidadania. Um dos trabalhos dessa equipe é a série "Juro que vi", que realiza filmes (desenhos animados) sobre lendas do folclore brasileiro, com uma produção do mais alto nível e participação de crianças das escolas públicas no desenvolvimento dos roteiros. 
Humberto Avelar dirigiu vários filmes da série "Juro que vi", todos muito premiados, entre eles "Saci" que acaba de ganhar o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, promovido pela Academia Brasileira de Cinema.
Confira a entrevista no "Animação Cidadã"
http://animacidadania.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ANIMAÇÃO FEMININA - ADALGISA LUZ

Entrevista com Adalgisa Luz, autora de "Café Paris", postado logo abaixo.
Café-Grafis- A cineasta Adalgisa gosta de café tanto quanto a personagem Magnólia ?
 
Adalgisa Luz- Sim, adoro café, apesar de já estar precisando passar para o chá verde! Porém, a ênfase no “Café Paris” foram as cafeterias como espaços de socialização ou de recolhimento. A Magnólia percorre algumas, sempre muito pensativa. O “Estação Café” em Porto Alegre nos apoiou e lá tiramos muitas fotos que foram base para cenários.

Café-Grafis- Um dos encantos de "Café Paris" é a solução plástica.
Acho que essa estética é que o diferencia da grande maioria dos filmes de animação, que usam traços e cores quase que padronizados. A sua opção foi, justamente para fugir do comum, ou você desenvolve um trabalho nesse estilo ?

Adalgisa Luz- A grande parceria para fazer o “Café” foi a Cláudia Barbisan, diretora de arte, que fez também a arte do “Cidade Fantasma”. Nossa proposta foi a da experimentação. A partir de fotos nossas e de amigos e dos locais que escolhemos para os cenários, ela elaborou sobreposições misturando o desenho do Lisandro Santos com as fotos, alterando cores e incluimos montagens com os grafites que na época fotografávamos pelas ruas da cidade. Ao todo, foram dois anos de trabalho.

Café-Grafis- Outra qualidade que admiro em "Café Paris" é o monólogo pessoal, feminino. Você teve a intenção de deixar isso marcado ?

Adalgisa Luz- Acredito que sim... Quando pensei nessa personagem, pensei também em algumas questões que me ocupavam naquele momento. Eu andava lendo muito Machado de Assis e me chamava a atenção um fato nas narrativas dele que era as garotas não irem estudar fora do país - enquanto os rapazes iam e vinham de Coimbra. Misturei isso com o desejo dela de evasão, de mudar de vida, de escrever um livro. Mas ela é para mim uma anti-heroína que adia tudo. Ela se deixa levar pelo fluxo do tempo, pelos acontecimentos ao acaso, diferente da vida super-atarefada com a agenda cheia que levamos. Então, esta flânerie, esta coisa de ter muito tempo e ficar andando pelos cafés foi como um respiro. Eu mantive isso e ouvi algumas meninas me dizerem: “a Magnólia sou eu, a Magnólia sou eu!”

Café-Grafis- Que espaço você vê para filmes autorais como os seus ?

Adalgisa Luz- Hum. Acho que os de sempre – alguns festivais, às vezes televisão e agora, claro, internet.

Café-Grafis- "Café Paris" no youtube já tem perto de cem mil visualizações.
Que importância você dá a esse canal (youtube) ?

Adalgisa Luz- O “Café” foi finalizado em 35mm, com saída digital para o transfer e outra para vídeo-digital. Eu mandei a lata com a cópia 35mm prontinha, no capricho, para alguns festivais e o filme foi recusado. Um dia, a Cláudia me disse que tinha postado o filme no Youtube. Achei ótimo! Depois de um tempo, ficamos uma semana na página inicial e as visualizações se multiplicaram. Felicidade geral!

Café-Grafis- Como você começou na animação ?

Adalgisa Luz- Fazendo o “Novela” com o Otto Guerra em 1991.

Café-Grafis- Na produção de um filme de animação, qual é a fase que você mais gosta de fazer ?

Adalgisa Luz- Sem dúvida, o roteiro.

Café-Grafis-  Como é a sua participação em filmes de outros realizadores ?

Adalgisa Luz- Gosto muito de trabalhar em parceria, gosto de ficar horas e horas conversando sobre idéias e soluções técnicas e tudo o mais. Para mim, é muito bom. Espero que para eles também!

Café-Grafis- Como você vê o atual momento da animação brasileira ?

Adalgisa Luz- Acho a animação brasileira inventiva, sempre buscando saídas técnicas e artísticas em meio a dificuldades de produção meio absurdas. Gosto muito de vinhetas e clips. Recentemente, vi o clip da música “Longe”, do Arnaldo Antunes, que mistura técnicas diferentes e ele próprio se mistura à animação como um personagem. 

Café-Grafis- A que você atribui a boa produção (qualidade e quantidade) da animação gaúcha (particularmente Porto Alegre) ?

Adalgisa Luz- No estúdio do Otto, dizia-se que era a influência dos argentinos! Sua longa tradição gráfica, a proximidade política e talvez o frio... hahaha! Atualmente, as influências vêm de todos os lados, e o próprio Otto tornou-se uma referência. Além disso, claro, o 3D fascina os animadores mais jovens e os seniors também.

Café-Grafis- Se você tivesse que escolher as obras preferidas de sua filmografia, quais (ou qual) você citaria ?

Adalgisa Luz- Gosto dos trabalhos nos quais participei. Sempre foram oportunidades de estar com pessoas incríveis com as quais aprendi muito.

Café-Grafis- Você pode fazer um breve comentário sobre ele(s) ?

Adalgisa Luz- Coloquei os curtinhas num blog: http://adalgisaluz.blogspot.com/
Ali comento um pouco sobre cada um.

Café-Grafis- Você poderia citar um filme ou cineasta que te influenciou ou influencia (se é que há) ?

Adalgisa Luz- Ah, sim. Jim Jarmush com “Estranhos no Paraíso” e Sofia Coppola com “Lost in Translation”. E alguém mais próximo da animação, Tim Burton, que trabalha com roteiros fabulosos e fabulescos. Aqui no Brasil, gosto muito da Daniela Thomas, especialmente “Terra Estrangeira” que ela assina junto com o Walter Salles. E muitos outros...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

FOLIA NA PRANCHETA

Nesse carnaval realizaremos uma oficina de animação.
Produziremos um videoclipe em desenho animado sobre uma marchinha de carnaval.
Para participar basta ter vontade de desenhar e animar.
Mais informações:
mau@lexxa.com.br.

domingo, 30 de janeiro de 2011

nota04/2011

Vi esse filme pela primeira vez em 2006, quando participava do juri do 1º Granimado (no juri também estavam Sílvia Prado, Tadao Miaki e Otto Guerra). Desde então, tenho prestado atenção aos filmes em que Adalgisa Luz está envolvida (a maioria dos filmes da capital gaúcha), a marca dela sempre está lá. Adoro CAFÉ PARIS.
Em breve, entrevista com Adalgisa Luz.

sábado, 15 de janeiro de 2011

nota03/2011

da direita para esquera: Arnaldo Galvão(camisa branca) / Maurício Squarisi (camisa verde) / Alê MacHado (camisa preta) / Melina / BRUNO BOZZETTO (camisa azul) / Wilson Lazaretti / Beth Russo.
Em 23 de novembro de 2009, em uma sala da FAAP, em São Paulo, animadores brasileiros tiveram a oportunidade de abraçar o mestre BRUNO BOZZETTO. Quem nos proporcionou isso foram os grandes parceiros Máximo Barro e Eliseu Lopes (montadores de cinema e professores na FAAP).
"MÚSICA E FANTASIA" realizado por Bruno Bozzetto em 1976 é, na minha opinião, o desenho animado mais estimulante para um animador. O humor de Bozzetto, sua habilidade em lidar com a música e com as cenas com atores. A primeira vez que vi esse filme foi mesmo em 1976, no Teatro Castro Mendes em Campinas. Foi um choque. Acho que foi ali que descobri a possibilidade de fazer desenho animado.
A sequência "Bolero de Ravel", considero a melhor, pode ser conferida nesse link:
http://www.youtube.com/watch?v=pXaUdV6QNOs

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

nota02/2011

Neste sábado (15/01/2011) Bell Machado fala sobre audiodescrição/AD (comentários sobre o filme para pessoas com deficiência visual) às 15 horas no MIS-Campinas.
Em seguida, às 16 horas, Bell faz audiodescrição (ao vivo) na exibição do filme "O BURRICO E O BEM-TE-TI".
Para fechar a sessão, exibição de "MÚSICA E FANTASIA" (ALEGRO NON TROPPO) de Bruno Bozzetto.